Dietoterapia Chinesa.

 

Dietoterapia Chinesa.

Um dos princípios fundamentais da dietoterapia chinesa é o equilíbrio entre as energias Yin e Yang, que são opostas e complementares. O Yin representa a escuridão, o princípio passivo, feminino, frio e noturno. Já o Yang representa a luz, o princípio ativo, masculino, quente e claro.

De acordo com esses conhecimentos, um indivíduo em que a energia Yang predomina tende a falar mais alto, gesticular, sentir muito calor e se irritar com facilidade. Já aquele em que o Yin parece ser a força de maior intensidade possui características completamente opostas. Para os chineses, os alimentos são uma alternativa eficaz de interferir nesse processo de interação entre as duas energias, corrigindo-as quando necessário.

Afinal, carregando também suas próprias características, os alimentos são capazes de reforçar, neutralizar ou enfraquecer essas forças. “Na medicina chinesa, a alimentação é sempre o primeiro recurso a ser utilizado quando percebemos que a pessoa está doente. Depois é que vêm a fitoterapia, a massagem e a acupuntura, nessa ordem”, explica Orlando Gonçalves, médico fundador do Instituto de Acupuntura do Rio de Janeiro (IARJ).

Porém, para estabelecer quais são os alimentos mais indicados em cada caso, os adeptos da dietoterapia chinesa os classificam de acordo com seu sabor (azedo, amargo, adocicado, picante e salgado), as sensações térmicas que provocam no organismo (quente, fria, morna e fresca), suas cores (verde, amarela, vermelha, branca e escura), entre muitas outras características, como a capacidade de secar ou umedecer o organismo.

Os sabores e os órgãos.

Entre todas as características do que comemos uma das mais importantes, de acordo com a dietoterapia chinesa, é o sabor. Ele está relacionado à função de um órgão em especial. Da mesma forma, o excesso de alimentos com esse paladar também é capaz de desequilibrar o organismo. “Esses conhecimentos permitem aos médicos intervir, por meio da alimentação, em um sistema deficiente”, explica Marli de Mario Porto, enfermeira e professora de Dietoterapia.

Sabor: Amargo.

Órgão que ajuda a tratar: Coração.

Órgão que prejudica: Pulmão.

Quando em excesso: Altera pele e pelos.

Alimentos com essa característica: Alface, almeirão, chás (bardana, boldo, flor de laranjeira, casca seca de tangerina, valeriana), chicória, escarola, espinafre, rúcula, jiló, ruibarbo, soja.

Sabor: Azedo.

Órgão que ajuda a tratar: Fígado.

Órgão que prejudica: Baço.

Quando em excesso: Altera músculos (tônus) e lábios.

Alimentos com essa característica: Azeitona, damasco, laranja, limão, manga, pera, queijo branco, tomate, uva.

Sabor: Picante.

Órgão que ajuda a tratar: Pulmão.

Órgão que prejudica: Fígado.

Quando em excesso: Altera músculos e unhas.

Alimentos com essa característica: Alho, alho-poró, canela, cebola, cebolinha, chá (hortelã, casca seca de laranja), nabo, orégano, pimenta, pimenta-do-reino, pistache, rabanete.

Sabor: Adocicado.

Órgão que ajuda a tratar: Baço.

Órgão que prejudica: Rim.

Quando em excesso: Altera ossos e cabelos.

Alimentos com essa característica: Abóbora, abobrinha, alcachofra, arroz, batata, berinjela, carne de boi, chás (alcaçuz, erva-doce), champignon, couve-flor, espinafre, mamão, mel, figo, frango, ovo, peixe magro.

Sabor: Salgado.

Órgão que ajuda a tratar: Rim.

Órgão que prejudica: Coração.

Quando em excesso: Altera sangue e face.

Alimentos com essa característica: Alga marinha, camarão, escargot, feijão, frutas secas, marisco, ostra, ovo de codorna, peixe de água salgada.

Acompanhe todas as dicas assinando o canal Receitas para Emagrecer.

Você pode gostar...